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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Bancos a postos, cigarros acesos.
Boteco de esquina, luzes apagadas
No fundo o jazz e o blues, embalando corpos
Numa noite amarga com sons estridentes...

Castanho é a cor da solidão      
E dos olhos de quem canta

Rodapés antigos, paredes manchadas
Velas compõe sombras ao vento
Cheiro de doses, lábios nos copos
Vaga-lumes rodeiam minha mente

Folhas dançam no frio, acariciam o chão
Fumaça do incenso,  viola os jovens
O velho vinil, começo a rodar
E o encanto sai da ilusão

Castanho é a cor da solidão     
E dos olhos de quem canta

Sons e euforia, fluem no olhar.
E os acordes desenham sorrisos
Cores se espalham no ar, se tornam carvão
E pintam meus olhos borrados...
E pintam meus olhos borrados...

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