Um ar de humano desinteressante
Olhar despreocupado, tolo ou ignorante
Mas cheio, cheio de algo
Como o seu bigode, vistoso
Que a mão caminha para acariciá-lo descendo até o queixo
Procurando uma barba antes existente, provavelmente tão viva quanto o seu mustache
Tem duas filhas, pequenas
Um pai, chefe, 90 anos, graças a deus
E uma humildade confirmada por orgulho de ser bom samaritano, nesse mundo de horror
Toma seus gorós a noite, sempre a noite, todas as noites
Financiado por sua merrequinha, que paga sua dose, que não sustenta a família, mas que é o seu jeito
De não condenar o mundo, de ser condenado
E crê na felicidade simples, pois teme já se ir, e acredita, entende mesmo nesse saco que somos.
Frágeis, poeira.
Mas agradece a vida, ela que foi tão sacana.
Perdeu mais três amigos semana passada.
Acidente de carro, cirrose, pedra.
Já pensou sim em largar o vício, mas seu argumento é aquele já dito.
E onde vou buscar prazer ?
Para quem já foi surrado, tudo é real e cru.
E toma seus gorós a noite, para vê-la em vultos
Mas não demora muito.
Haroldo Lima, fuma esses cigarros mentolados e vai pra casa.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Você foi o relógio ás três da madrugada
Foi o cachorro sossegado da praça
Foi o capim que nasceu na minha calçada
O café queimado e barato da minha manhã
O suor das axilas dos passageiros
Foi o professor filho da puta
E foi melodia em três tons
Água barrenta do verão
A maresia dentro do mar
Foi meu comprimido
Meu cigarro dopado
Meu cheiro
Meu pênis molhado
Meu vaso sanitário
sobretudo,
Meu vaso sanitário
Mas mesmo assim, nunca deixará de ser eu.
Foi o cachorro sossegado da praça
Foi o capim que nasceu na minha calçada
O café queimado e barato da minha manhã
O suor das axilas dos passageiros
Foi o professor filho da puta
E foi melodia em três tons
Água barrenta do verão
A maresia dentro do mar
Foi meu comprimido
Meu cigarro dopado
Meu cheiro
Meu pênis molhado
Meu vaso sanitário
sobretudo,
Meu vaso sanitário
Mas mesmo assim, nunca deixará de ser eu.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Tolerância.
É a palavra de hoje.
É meu receio de me encantar.
Meu medo de sofrer.
Meu êxito em perder o controle.
Quando, mesmo que parcialmente.
E tem dias que i give a shit para tudo isso.
Que eu misturo fumaça, alcool, e entorno lembranças
nomeando você de foxy lady, rezando para tuas
sombras morderem como você mordia.
E eu tenho a certeza que o descontentamento em não encontrar-te
é bem menor do que meu orgulho, meu selflove mermo esmagaria-me
sem piedade.
Então está tudo bem.
Estamos todos bem.
É a palavra de hoje.
É meu receio de me encantar.
Meu medo de sofrer.
Meu êxito em perder o controle.
Quando, mesmo que parcialmente.
E tem dias que i give a shit para tudo isso.
Que eu misturo fumaça, alcool, e entorno lembranças
nomeando você de foxy lady, rezando para tuas
sombras morderem como você mordia.
E eu tenho a certeza que o descontentamento em não encontrar-te
é bem menor do que meu orgulho, meu selflove mermo esmagaria-me
sem piedade.
Então está tudo bem.
Estamos todos bem.
sábado, 14 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Só por que acabou o chorare e amadureci minha arrogância ?
Ela está menos destrutiva, mais sensível, se esconde dentro de gavetas
que por vezes quando se abre dá susto e a fecha com força, fazendo baques
que por vezes me causa mais receio que a própria.
Tá claro ?
Segurança é um negócio interessante, nunca a dominamos, só aprendemos a lidar
com qualquer coisa com antecedência, mas Sartre tá certo mesmo, esse negócio de
tentar planejar sua reação não existe.
Então é assim, quanto vale a companhia de alguém que não te acompanha ? É costume o mal do século, estagnação, comodidade é uma maravilha, mas chega lá na frente e fode qualquer um, mas o sistema de defesa é mais oportuno ainda,
não me importo,
não me importo,
não me importo.
E quanto vale desenvolver resistência ?
Cada um sabe o seu preço.
E isso aqui serve para alguma coisa sim. A simulação de um julgamento crítico é maior nessa janela. Mas agora há conclusões.
Que eu sou como posso.
que por vezes quando se abre dá susto e a fecha com força, fazendo baques
que por vezes me causa mais receio que a própria.
Tá claro ?
Segurança é um negócio interessante, nunca a dominamos, só aprendemos a lidar
com qualquer coisa com antecedência, mas Sartre tá certo mesmo, esse negócio de
tentar planejar sua reação não existe.
Então é assim, quanto vale a companhia de alguém que não te acompanha ? É costume o mal do século, estagnação, comodidade é uma maravilha, mas chega lá na frente e fode qualquer um, mas o sistema de defesa é mais oportuno ainda,não me importo,
não me importo,
não me importo.
E quanto vale desenvolver resistência ?
Cada um sabe o seu preço.
E isso aqui serve para alguma coisa sim. A simulação de um julgamento crítico é maior nessa janela. Mas agora há conclusões.
Que eu sou como posso.
.............................................................................................
......................................................................................
....................................................
..............................................................................
........................................................................
.........................................................................................
Muitos pontos finais são várias reticências.
Dê um sorrisinho de desgosto.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Muito provavelmente se o meio que a pessoa usa para apresentar sua ideia for repleto de pensamentos confusos, não há muito que se discutir, aquela pessoa simplesmente tem problemas em identificar o que é importante na sua vida. Vamos lá, quais são os problemas que você se depara no qual você não pode simplesmente parar, avaliar possibilidades e tomar a decisão mais cabível considerando todas as variáveis? E não me venha realmente falar de possível arrependimento, eles sempre existem quando há expectativas.
Mas esse não é o rumo que eu pretendo que esse texto tome. A idéia que eu quero passar é:
Há inúmeras coisas mais importantes que o seu problema.
![]() |
Só na Etiópia há mais de oito milhões de seres
humanos estão no limiar da fome. Como dormimos ? |
![]() |
“Existem momentos na vida onde a questão
de saber se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a refletir.” |
É simples perceber que o mundo e você são apenas um só, e que ele está aos pedaços devido a grupos egocêntricos, egoístas, dominadores, irracionais, e também devido a nós, que nos permitimos manter imparciais, nulos e vazios. E evitamos com todas as forças olharmos para dentro de si pois temos vergonha. Permanecemos mornos, somos aqueles que têm o privilégio de compreender em parte o que acontece, mas pior do que àqueles idiotizados, fingimos que está tudo bem, para não sermos chamados de loucos, pois somos mimados e frágeis.
"Devemos ter orgulho dos loucos, pois são os que sentem a situação como mais se aproxima da realidade tão deturpada, são os que traçam o caminho que será percorrido futuramente pelos sábios."
"Devemos ter orgulho dos loucos, pois são os que sentem a situação como mais se aproxima da realidade tão deturpada, são os que traçam o caminho que será percorrido futuramente pelos sábios."
Aprendamos, vivemos apenas de ar, água e alimento, não precisamos conquistar valores que foram forjados apenas para nos esquecermos da essência de tudo, apenas para pessoas superficiais que acharam a felicidade naquilo que convém ao seu ego.
Há uma verdade em que eu acredito e que já deve haver vários nomes para ela, que nós, e toda a nossa sabedoria, virtudes, e vida estão conectados, e basta você deixar esse vínculo transparecer e fortalecer em você para ocupar aquele vazio antes preenchido ilusoriamente. A existência começa a tomar formas consistentes.
Não quero educar ninguém a entender que o sentido de sua existência está em permitir-se tornar único e como conseqüência importar-se com os próximos, nem eu tenho muita fé nisto e posto nestas palavras me parece tender a valores não significativos, mas que a sua aceitação estará muito mais próxima do concreto que de qualquer outro modo.
Então, como este veículo que tenho tanto usado sem função definida (por respeito aos leitores) não me é mais útil, e talvez nunca me fosse, deixo-o com considerável parcela de minha vaidade.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Amarra tua fumaça no meu peito
Luz bate no rosto e cora a face
arde o couro, do jeito que teus olhos me julga.
E como pode você não perceber, mesmo tão de perto, que
teus membros não diferem dos meus.
Sangue flui nesses rios que se entrelaçam e jorram
sabor amargo e quente, que torna a colorir
o meu céu e esvair no chão
junto aos meus dentes
estrelas nesse mar de pedras
Mas o sopro do teu bafo me vicia, e tu sabe
que há resistência desse corpo.
A alma pura e suja de sabão não esconde
meu peito branco por dentro.
Que espuma como onda que bate.
E volta a tingir minha roupa de cinza e encarnar
sementes tuas na minha garganta.
O cheiro nem incomoda, tem até seu charme
no nosso ritual impróprio.
E vocês nem sabem que o Deus que tanto
vocês incomodam se esconde dentro de mim.
Sinas e pecados fadados a buscar incessantimente
liberdade, mas que são presos por cabrestos no bagos.
Mas o mundo pode fazer seus rodopios,
que o caminho já tá traçado.
E como pode você não perceber, mesmo tão de perto, que
teus membros não diferem dos meus.
Sangue flui nesses rios que se entrelaçam e jorram
sabor amargo e quente, que torna a colorir
o meu céu e esvair no chão
junto aos meus dentes
estrelas nesse mar de pedras
Mas o sopro do teu bafo me vicia, e tu sabe
que há resistência desse corpo.
A alma pura e suja de sabão não esconde
meu peito branco por dentro.
Que espuma como onda que bate.
E volta a tingir minha roupa de cinza e encarnar
sementes tuas na minha garganta.
O cheiro nem incomoda, tem até seu charme
no nosso ritual impróprio.
E vocês nem sabem que o Deus que tanto
vocês incomodam se esconde dentro de mim.
Sinas e pecados fadados a buscar incessantimente
liberdade, mas que são presos por cabrestos no bagos.
Mas o mundo pode fazer seus rodopios,
que o caminho já tá traçado.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Recomeçando três dias depois.
Escrever numa biblioteca normalmente me faz perder as estribeiras, independente que caminho tome no final eu mesmo me assusto e rebolo o troço em algum canto. Mas eu duvido muito que aconteça isto hoje, percebo que não posso generalizar as bilbiotecas, só a pública faz isso mesmo, e todo o ambiente e acontecimentos já ocorridos nas redondezas me faz dar uma pirada bem rasante (ou não)
Me lembro da cara do Ewerton quando me achou na praça verde duas semanas depois que tínhamos terminado. Eu lá, fumando, com três livros na mão, um litro de vinho na outra, e o violão, só me fazendo companhia. Perguntei pra ele porque diabos ele não me contou que melancolia era tão interessante.
Nos encontramos quando estamos sós, e é impossível você não se contentar com o que você acha, por isso nem jogue seu ego lá na puta que pariu (pra cima) quando isso acontecer (pois você ta longe de ser o único).
Pé. Faz três dias que sonho com pés. Pés da cor de leite. Doces, macios, e mordo, e mordo. E tinha cheiro de hidratante, mas qual? Sei lá, me some... Erva doce? Camomila ?
É por isso, que mantenho o tema. No sonho, no sonho que nos conhecemos, que deixamos de ser covardes, é onde encontro o que realmente escondo, escondo por proteção própria, mas tudo que me faz agora é trazer prazer, e saudades. É gostoso, só não mais porque não sentimos dor.
Guará tem que ser legendária, e vou me esforçar pra que seja.
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)




