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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Colpevolezza

A porta de carvalho a qual bates
Já não está tão fria quanto este rapaz
Pois quando tua diversão chega ao fim
É neste raiar que o satisfaz

Tardou em ver que já ausente estava
E lágrimas nos lençóis de cetim deixou
Leva teu obelisco contigo
Não flagelas quem cuidou de ti
E que ainda insiste em crer no amor

Teus olhares hostis seduzem
Conduzem, Conduzem à uma realidade inóspita
Revela na pele tua traição, pois
Ele sabe que isto te completa meu bem

Oh, não acredite na sua ingenuidade
Pois a inocência é fruto da experiência
De quem sofreu e guardou rancor
Amargou teus lábios de temor

E agora não te restas nada
Sopra esse carmim que te leva
Transborda em sentimento vão
Gélidas mãos culpadas de prazer
Enterra-as nesta cova que jaz o teu amor

2 comentários:

  1. "Oh, não acredite na sua ingenuidade
    Pois a inocência é fruto da experiência"

    Isso vai pro meu blog. Sinto muito. Créditos completamente seus, claro. : )

    Esta desesperada por palavras adorou seu novo texto e pede que não esconda suas frases para você, compartilhe por favor e satisfaça a vontade de descubrir o nada no tudo e ainda assim achá-lo belo.
    Não vou questionar muito, porque gosto do mistério.

    Como disse, belo, muito belo. : )

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