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sábado, 26 de setembro de 2015

HÁ QUASE 10 ANOS

Cortei os pulsos, pensei que era amor
A ferida daqueles tempos dói tanto quanto um coice cortante
Mas ainda está em carne viva
Não respiro mais direito desde aqueles tempos
E não... não é o cigarro... rsrs... fiz vários exames
Nunca pensei que conseguiria sentir tanta dor por tanto tempo
Há sim prazer no desconforto
E o prazer de outros momentos são momentâneos
Cortei minha vida, pensei que era amor

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ela desviava o olhar para tentar disfarçar aquele sentimento
Eu tinha vergonha
Ela mudava a direção
Se dava de ombros 
e a cada vez que um automóvel passava
Virava os pés a favor de mim
Depois contra mim

Mudava o olhar
Encontrava meus olhos e eu pensava
"talvez,
talvez eu não seja feito para isso"

Mesmo assim eu me mantinha
Olhando sem olhar
Tinha a oportunidade de me mergulhar nos olhos e,
não sei
Como os poetas e diretores tentam tanto ilustrar
ver a alma de alguém
Eu não acreditava muito nisto
E me distraia nos meus pensamentos

Sempre me foi mais interessante pensar sobre mim mesmo
Refletir o que sentia do que sentir
Prever o que sentiria
E não me surpreender ao final
Ou me deprimia por não ter encontrado nada depois

Não era diferente neste dia
E não havia nada que remeteria que isso ia mudar
Talvez fiquei ali
Olhando para os seus olhos sem olhar
E ela talvez acreditando que eu o estava a fazer

Fracasso

Um beijo e volto a realidade
Era o que desejava quando voltei a ver
Mas já não havia ninguém ali
Quanto tempo se passara?

Eu costumava fazer muito isso
Eu costumava fazer muito isso
Eu costumava fazer muito isso
Eu costumava fazer muito iss..


A merda da singularidade
Que não é respeitada
Cada ser com uma consciência que considera os preceitos básicos de sobrevivência como um máximo
Todos
Iguais
Tentando socializar, desenvolver, adaptar
E mostrar a mesma impressão insegura

Tentam se encaixar em um espaço que não lhes cabem
Como um brinquedo de passar peças por orifícios de formas geométricas
E se entretém com as tentativas mesmo ao vacilarem
Enquanto eu
Me divirto ou me deprimo
E o único orifício que me interessa são suas bocas
Que justificam o sentimento de deslocamento

Se reencontrar e buscar valores que tem significado pra você
O humano
O limite
Classifica-nos
Um punhado de estantes com prateleiras preenchidas por caixas decoradas
Vazias

Vou pôr tudo em desordem
Depois decidirei se não vale a pena montar um adega
Deixando-a envelhecer
E talvez
Me terá algum valor no futuro

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Remind you NÃO!
Pra que?
Por que?
NÃO!
Mais fácil roubar uma arma de um policial
e fazer com que o tiro chegue ao único lugar necessário à ele: my head, baby
Só isso falta para a harmonia do universo se completar
Isso é o que falta de verdade para eu ter uma vida necessária, de verdade
Across the valley of the mirrors and the shadows. And NO! Never togheter with you!
Nada é necessário além disso
Nada é necessário para quem vive pela morte
Vida longa à morte!

domingo, 3 de maio de 2015



Eu sei que me observa
Sei também que não tenho nada de foda
Sei de tudo isso
Silêncio e sonhos são minha companhias internas infalíveis
Já viu uma mente silenciosa?
É a minha
Tudo se define pela cabeça de quem se coloca em situação
Tudo pra mim, então, é silêncio
Deixo que os sonhos falem só pra mim e que lá exista o paraíso do primeiro sonho
Procuro barulho por não ter nada a dizer e a pensar
Só silêncio
O frio tomou conta de mim; sou mais gelado que um croata (se é que essa analogia pode ser feita)
Mas eu sempre adorei o frio. Lembra?!
Lembra: França, francês, Europa, São Paulo?
Pois é, nada vai dizer o que sou, só o frio e o silêncio...
FALTA O QUÊ?


Como construir a vida se falta alguma coisa?
Como não a construí-la se sempre haverá carência?
Falta "um dia pra mim, para atingir a felicidade ou desejar morrer e nunca mais ter que sofrer"?
Difícil...
Melhor seria viver todos os dias bêbado
Afinal, nada vai adiantar
O amanhã é sempre uma nova oportunidade para que as coisas piorem ainda mais
Uma dia pra mim... uma vida pra mim... Acho que falta isso
E os olhos de espelho do passado hein?!
A moral, a virtude, a honra, o sexo? Hein?!
Cadê tudo? Cadê você?
A vida foi feita para não existir companhia
Nada meloso como antigamente, nem nada laborioso como por ora
Apenas prazer! De qual espécie seja, não importa
Prazer é a ordem do dia, é a ordem da vida
Mas o amor não é prazer?
É, sofrer é sim, mas existem outros que podem ser melhores que isso e que também causam sofrimento.
Prazer dobrado sem amor.


quinta-feira, 5 de março de 2015

sólido zé

Vez ou outra, trépido, cai em desalento
Confunde o meio dia com o terraço de casa
E vaga entre trilhas
pergunta se o relato que pensa já não foi dito antes
ou que talvez há de dizer logo
em breve
depois do próximo trêm

Não queria justificar suas escolhas
Nem tirar a venda de seus cumpadres
menos se aproveitar disto
Mas só se via ali
reparando na sombra das coisas imóveis, aguardando alguma surpresa

Toma um gole de ar
Outro de cachaça
outro de perdão
E volta para o alpendre

segunda-feira, 2 de março de 2015

Quanta chance perdida
Quanto amor sem calor
Tua vida trajada de fraudes
Teu grunhido de ultraje
Condena o que mais desejo
Sossego já não tenho
E o coro da paisagem...
Nossa velha cidade esfria de cansaço
Pois falta a ela o nosso abraço
que tanta nostalgia vivia
do filme entre nós

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015


Sórdida          Ardida      Medida

Cheirada             Fugaz      Envolvido
Enclausurado          Retorno Vãos

Ilusão          Tremores      Sólido
Estética        Dezembro  Clarão
Linha          Ponteiro       Desolado
Calçados           Batidas Vícios
Veios  Vãs          Minúsculo Sistema