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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A merda da singularidade
Que não é respeitada
Cada ser com uma consciência que considera os preceitos básicos de sobrevivência como um máximo
Todos
Iguais
Tentando socializar, desenvolver, adaptar
E mostrar a mesma impressão insegura

Tentam se encaixar em um espaço que não lhes cabem
Como um brinquedo de passar peças por orifícios de formas geométricas
E se entretém com as tentativas mesmo ao vacilarem
Enquanto eu
Me divirto ou me deprimo
E o único orifício que me interessa são suas bocas
Que justificam o sentimento de deslocamento

Se reencontrar e buscar valores que tem significado pra você
O humano
O limite
Classifica-nos
Um punhado de estantes com prateleiras preenchidas por caixas decoradas
Vazias

Vou pôr tudo em desordem
Depois decidirei se não vale a pena montar um adega
Deixando-a envelhecer
E talvez
Me terá algum valor no futuro

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