Há um determinado momento que você se aconchega em seus próprios braços, e conclui que o calor do teu peito e a extensão dos teus membros vão muito além do esperado.
Esperado por você, por quem te valoriza, e principalmente por quem você ama.
Você tem ideias mirabolantes sobre o futuro
Você cria ideais espalhafatosos sobre o nosso presente
Mas nunca devemos ser vítimas do nosso comodismo
Onde minhas pernas me levam ?
Eu realmente não sei, mas não vou deixar que minha visão sossegue
Até que a última lágrima caia em minha cochas
Que ensope minha camisa
Ou que o último ensopado agrade meu paladar a ponto de lembrar orgasmos
O que venho dizer-te aqui é que somos mais
Eu, você, e todos a quem ama, somos únicos, somos um pedaço, e somos tudo, no mesmo momento, no mesmo espaço.
Deixar-nos regi por regras tão banais, e quanto ao amor que corre nas minhas veias ?
E onde se vai o ágape dessa interconexão tão complexa que demoramos tanto para encontrar ?
Eu não estou aqui para lembrar-te quem tu és.
Mas para lembrar o que tu és.
O que tu és hoje ?
Um pedaço de pão ?
Um copo de vinho ?
Ou mais uma taça ?
sábado, 9 de fevereiro de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
As luzes acedem
As luzes apagam
Quando as coisas não estiverem certas
Eu deitarei como um cão.
Esgotado.
Lambendo minhas feridas sobre uma sombra qualquer
E
Quando eu me sentir vivo
Tentarei imaginar uma vida sem cuidados
Um mundo cênico
Onde todos tem um por do sol deslumbrante
As luzes apagam
Quando as coisas não estiverem certas
Eu deitarei como um cão.
Esgotado.
Lambendo minhas feridas sobre uma sombra qualquer
E
Quando eu me sentir vivo
Tentarei imaginar uma vida sem cuidados
Um mundo cênico
Onde todos tem um por do sol deslumbrante
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Recebi uma carta em um sonho
Um rapaz adequado, cativante, mantinha-se próximo a minha sombra, eu o via, ele
dançando nas ruas, nos pátios, nas salas, no amor. Sorria sem importar o
depois, o agora, ou o antes. Conquistava amizades, uma amante, um mundo feito
pra ele. E eu o acompanhava, passo a passo.
Um, dois, três pisadas adentro de um bar agradável com luzes amarelas e decorações vermelhas, e cada detalhe daquele cômodo foi moldado como o que ele sentia, um piso indiferente, uma mesa de sinuca indiferente, arestas agudas, e sussurros dolorosos de uma boca meiga e um espírito sagaz.
E nasce aquela confusão, que você não nomeia. Talvez perceba que aquele latejar lacerante não é causa, é resultado de não prever, que agarrar a insegurança para si, e cuidar dela como faz o teu estômago sem pedir permissão, seja o correto.
Tua sombra some, teu medo te engole, e você não deixa de ser quem é. Você continua sendo você, sempre. Mas com um ar de contentamento, de controle. Incendiar-se sem sentir, em prol de valores em que acredita é valorizado por tantos, e no fundo é em que acredita. E faz sentido que continue assim.
Afoga-te em sal, cega-te em luz, e sorri na queda, pois tua alma te abraça.
Um, dois, três pisadas adentro de um bar agradável com luzes amarelas e decorações vermelhas, e cada detalhe daquele cômodo foi moldado como o que ele sentia, um piso indiferente, uma mesa de sinuca indiferente, arestas agudas, e sussurros dolorosos de uma boca meiga e um espírito sagaz.
E nasce aquela confusão, que você não nomeia. Talvez perceba que aquele latejar lacerante não é causa, é resultado de não prever, que agarrar a insegurança para si, e cuidar dela como faz o teu estômago sem pedir permissão, seja o correto.
Tua sombra some, teu medo te engole, e você não deixa de ser quem é. Você continua sendo você, sempre. Mas com um ar de contentamento, de controle. Incendiar-se sem sentir, em prol de valores em que acredita é valorizado por tantos, e no fundo é em que acredita. E faz sentido que continue assim.
Afoga-te em sal, cega-te em luz, e sorri na queda, pois tua alma te abraça.
segunda-feira, 19 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
O alfaiate
Um ar de humano desinteressante
Olhar despreocupado, tolo ou ignorante
Mas cheio, cheio de algo
Como o seu bigode, vistoso
Que a mão caminha para acariciá-lo descendo até o queixo
Procurando uma barba antes existente, provavelmente tão viva quanto o seu mustache
Tem duas filhas, pequenas
Um pai, chefe, 90 anos, graças a deus
E uma humildade confirmada por orgulho de ser bom samaritano, nesse mundo de horror
Toma seus gorós a noite, sempre a noite, todas as noites
Financiado por sua merrequinha, que paga sua dose, que não sustenta a família, mas que é o seu jeito
De não condenar o mundo, de ser condenado
E crê na felicidade simples, pois teme já se ir, e acredita, entende mesmo nesse saco que somos.
Frágeis, poeira.
Mas agradece a vida, ela que foi tão sacana.
Perdeu mais três amigos semana passada.
Acidente de carro, cirrose, pedra.
Já pensou sim em largar o vício, mas seu argumento é aquele já dito.
E onde vou buscar prazer ?
Para quem já foi surrado, tudo é real e cru.
E toma seus gorós a noite, para vê-la em vultos
Mas não demora muito.
Haroldo Lima, fuma esses cigarros mentolados e vai pra casa.
Olhar despreocupado, tolo ou ignorante
Mas cheio, cheio de algo
Como o seu bigode, vistoso
Que a mão caminha para acariciá-lo descendo até o queixo
Procurando uma barba antes existente, provavelmente tão viva quanto o seu mustache
Tem duas filhas, pequenas
Um pai, chefe, 90 anos, graças a deus
E uma humildade confirmada por orgulho de ser bom samaritano, nesse mundo de horror
Toma seus gorós a noite, sempre a noite, todas as noites
Financiado por sua merrequinha, que paga sua dose, que não sustenta a família, mas que é o seu jeito
De não condenar o mundo, de ser condenado
E crê na felicidade simples, pois teme já se ir, e acredita, entende mesmo nesse saco que somos.
Frágeis, poeira.
Mas agradece a vida, ela que foi tão sacana.
Perdeu mais três amigos semana passada.
Acidente de carro, cirrose, pedra.
Já pensou sim em largar o vício, mas seu argumento é aquele já dito.
E onde vou buscar prazer ?
Para quem já foi surrado, tudo é real e cru.
E toma seus gorós a noite, para vê-la em vultos
Mas não demora muito.
Haroldo Lima, fuma esses cigarros mentolados e vai pra casa.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Você foi o relógio ás três da madrugada
Foi o cachorro sossegado da praça
Foi o capim que nasceu na minha calçada
O café queimado e barato da minha manhã
O suor das axilas dos passageiros
Foi o professor filho da puta
E foi melodia em três tons
Água barrenta do verão
A maresia dentro do mar
Foi meu comprimido
Meu cigarro dopado
Meu cheiro
Meu pênis molhado
Meu vaso sanitário
sobretudo,
Meu vaso sanitário
Mas mesmo assim, nunca deixará de ser eu.
Foi o cachorro sossegado da praça
Foi o capim que nasceu na minha calçada
O café queimado e barato da minha manhã
O suor das axilas dos passageiros
Foi o professor filho da puta
E foi melodia em três tons
Água barrenta do verão
A maresia dentro do mar
Foi meu comprimido
Meu cigarro dopado
Meu cheiro
Meu pênis molhado
Meu vaso sanitário
sobretudo,
Meu vaso sanitário
Mas mesmo assim, nunca deixará de ser eu.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Tolerância.
É a palavra de hoje.
É meu receio de me encantar.
Meu medo de sofrer.
Meu êxito em perder o controle.
Quando, mesmo que parcialmente.
E tem dias que i give a shit para tudo isso.
Que eu misturo fumaça, alcool, e entorno lembranças
nomeando você de foxy lady, rezando para tuas
sombras morderem como você mordia.
E eu tenho a certeza que o descontentamento em não encontrar-te
é bem menor do que meu orgulho, meu selflove mermo esmagaria-me
sem piedade.
Então está tudo bem.
Estamos todos bem.
É a palavra de hoje.
É meu receio de me encantar.
Meu medo de sofrer.
Meu êxito em perder o controle.
Quando, mesmo que parcialmente.
E tem dias que i give a shit para tudo isso.
Que eu misturo fumaça, alcool, e entorno lembranças
nomeando você de foxy lady, rezando para tuas
sombras morderem como você mordia.
E eu tenho a certeza que o descontentamento em não encontrar-te
é bem menor do que meu orgulho, meu selflove mermo esmagaria-me
sem piedade.
Então está tudo bem.
Estamos todos bem.
sábado, 14 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Só por que acabou o chorare e amadureci minha arrogância ?
Ela está menos destrutiva, mais sensível, se esconde dentro de gavetas
que por vezes quando se abre dá susto e a fecha com força, fazendo baques
que por vezes me causa mais receio que a própria.
Tá claro ?
Segurança é um negócio interessante, nunca a dominamos, só aprendemos a lidar
com qualquer coisa com antecedência, mas Sartre tá certo mesmo, esse negócio de
tentar planejar sua reação não existe.
Então é assim, quanto vale a companhia de alguém que não te acompanha ? É costume o mal do século, estagnação, comodidade é uma maravilha, mas chega lá na frente e fode qualquer um, mas o sistema de defesa é mais oportuno ainda,
não me importo,
não me importo,
não me importo.
E quanto vale desenvolver resistência ?
Cada um sabe o seu preço.
E isso aqui serve para alguma coisa sim. A simulação de um julgamento crítico é maior nessa janela. Mas agora há conclusões.
Que eu sou como posso.
que por vezes quando se abre dá susto e a fecha com força, fazendo baques
que por vezes me causa mais receio que a própria.
Tá claro ?
Segurança é um negócio interessante, nunca a dominamos, só aprendemos a lidar
com qualquer coisa com antecedência, mas Sartre tá certo mesmo, esse negócio de
tentar planejar sua reação não existe.
Então é assim, quanto vale a companhia de alguém que não te acompanha ? É costume o mal do século, estagnação, comodidade é uma maravilha, mas chega lá na frente e fode qualquer um, mas o sistema de defesa é mais oportuno ainda,não me importo,
não me importo,
não me importo.
E quanto vale desenvolver resistência ?
Cada um sabe o seu preço.
E isso aqui serve para alguma coisa sim. A simulação de um julgamento crítico é maior nessa janela. Mas agora há conclusões.
Que eu sou como posso.
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