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quarta-feira, 10 de março de 2010

Tenho o direito


Tenho o direito de falhar, de cair
De descobrir o valor
Mas, o que é isso que acontece comigo?

Tenho o direito de zombar
De me tornar louco
Esgotar todas as minhas ânsias

Tenho o direito de conduzir
E reconduzir os homens
Para ao fim da noite
Beber do esquecimento

E eu rio às lágrimas
E lacrimejo aos risos
Lamento enquanto sonho

Não sou o que sou...

As paredes têm ouvidos, e falam comigo
E a lua que me vigia
Está sempre atrás de mim...


"ce que je suis"

terça-feira, 9 de março de 2010

Embreagado

"Todas essas formações, antes simplórias
Assumem modelos únicos e reais
Distorcidos pelas luminescências e sombras
Que tornam os membros desfocados e longinquos
E essa incapacidade de focá-los tranforma este cárcere em grão
E assim me torno dois,
me torno tudo,
me torno único

Não me prendo a rostos inítidos
Que quando em reflexo, os reconheço
Mas a identidade não me importa
Apenas esta sinestesia de sons e tatos,
Que naturalmente se propaga por meus sentidos aguçados
E não há mais banalidades nem esteriótipos
Só sentidos
e meu pulso
e minha alma."

Queria escrever, mas não tenho tempo... muitas coisas para cuidar.
Todos os instantes são únicos, e como únicos que são, devem merecer atenção, respeito, e interpretação.

Incompreensão



"E me deixou dependente de seu amor
E essa asfixia me segue por onde vou
E ele não entende por que ainda bate"

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sentimentos

"As estrelas comentam sobre nossas noites
Que compúnhamos de poemas e prozas sem fim
E brilhavam como em sintonia com teus olhos
Os quais maestravam a dança das folhas
Embaladas na sinfonia dos troncos
Intimamente tocados pela brisa
Imitando-nos com desajeitada perfeição
Mas com inveja da essência de nossas almas nocentes
Que afogavam-se em fogo
Flameavam-se em suor
Dormiam em lágrimas"



 Te amo Joh, e sempre vou te amar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

M.B.

 

E sigo. E vou sentindo,
à inquieta alacridade da invernia,
como um gosto de lágrimas na boca...

terça-feira, 28 de abril de 2009

"hear it"


Please brother
Find my eyes in the floor
I think it let down around the corner

Common, I know that it are in your pocket
Don’t make me crazy
Don’t make me you disappear

Sometimes on the side…
Hear the music ?
Sing it, Feel the happiness
You’re going down my brother

Please, take this
and run far away
far away from me, You meant everything.

Não sei...


Sei que nem tudo está a mercer de um destino
Sei que há quem dirá,
Que foi teu Deus a te julgar
E não tem ninguém que culpe
A si pela tragédia

Não sejas tão duro
Vês que está fazendo papel de ridículo
Tu não tens um vazio no peito
Tu não tens uma rocha no coração

Permite que o vento corra entre teus membros
Que descubra teus flácidos segredos
Não deixe que a vergonha de si
Corroa o que não está errado
Não seja egoísta, me deixa entrar..

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Colpevolezza

A porta de carvalho a qual bates
Já não está tão fria quanto este rapaz
Pois quando tua diversão chega ao fim
É neste raiar que o satisfaz

Tardou em ver que já ausente estava
E lágrimas nos lençóis de cetim deixou
Leva teu obelisco contigo
Não flagelas quem cuidou de ti
E que ainda insiste em crer no amor

Teus olhares hostis seduzem
Conduzem, Conduzem à uma realidade inóspita
Revela na pele tua traição, pois
Ele sabe que isto te completa meu bem

Oh, não acredite na sua ingenuidade
Pois a inocência é fruto da experiência
De quem sofreu e guardou rancor
Amargou teus lábios de temor

E agora não te restas nada
Sopra esse carmim que te leva
Transborda em sentimento vão
Gélidas mãos culpadas de prazer
Enterra-as nesta cova que jaz o teu amor

Devil's Desire

I see her eyes on the sky
Watching me falling high
Kiss your life goodbye
From a devil's desire

You never really know
How much was my pain
Still it is do or die
I just want see her again

Inside of my memories
Like feeling your legs in mine
Ain't no place to hide
Nothing to worth the while

And now who can I ask ?
Finding a misery angel
In some street corner
To get out of my insane mind
E você que eu ficaria lamentando
Ter ido embora e me deixar chorando
Já não sei se foi triste assim

E sem você, meu coração batendo
Sentir na veia o sangue correndo
Pra mim também foi inesperado sim.

Mas por favor, não pense que foi tão fácil
Fui penitende, senti meu sangue ardente
Parar assim, de pulsar no fim

Não digo que fui mendigo do prazer latente
Ou que conheci também moças carentes
Que ainda assim não me fizeram entender

Mas se você perguntar a minhas colegas de esquina
Sobre minhas aventuras e os meus delírios
Escarrarão o meu amor pagão

Você não foi nada não
Só me trouxe males, então
Como onda que choca no caz
Soca, bate e fere o rapaz

Até que sangra os olhos do menino
Que molha seus lábios, trêmulos, felinos
Confuso já sem conseguir se erguer

Confesso pra você que foi isso não
Não derramei só lágrimas ao chão
Sofrer, viver, só fez ainda mais crescer
Todo esse amor que carrego em vão