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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Ah moonlight sonata!
Há quanto tempo?!
Há quanto tempo acaso?!
Não chegou setembro/outubro, que é onde o calor me faz um tresloucado
que onde eu escrevo mais o tempo todo
na cabeça o redemoinho de palavras, todo instante um texto novo
uma música nova, uma vida nova, uma morte nova
Bateu aquela vontade de escrever à moda antiga
"Egrégios, hilários, curiais, indolente"
Não! Vagabundos, vagabundos, vagabundos, vagabundo...
Não és tu! Né eu não!
Parte sono, parte voz
Amor não dói mais...
Sequei faz tempo...
Um jazz em meu punho
"Some of these days", né não Sartre?! Eu lembro!
Um "jaz" que fui e constantemente serei
Começo em Beethoven continuo em Sophie Tucker.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

26 anos

Mesmo que o desejo se sobressaia do tormento de viver as experiências por elas
O mundo gira a minha volta cada vez mais rápido
E eu revejo todos os dias o que aconteceu ontem
Sem conhecer o personagem de mesmo rosto
Mesma expressão
Já me cansei de me reinventar superficial
O sentimento dualista de querer e detestar se disfarça nesses não tão breves suspiros
Respira
Batida
Expira
Batida
E me sinto sólido
Vínculo tão delicado que leva tantos à loucura, senão, pior

Eu, certamente, nunca estive tão incerto sobre a vida
Se conscientizar que todas as desculpas que você inventa para não se encontrar nu
Na sua caverna de gelo
Descoberto
Frágil
Pronto para receber os golpes
Não é fácil;
E me enganar com tanta indiferença para destruir essa faceta
Mas inseguro de quais valores devem ser negados, e quais devem ser creditados
Entretanto agora reconheço o meu vazio e despreparo
E me animo passageiramente, mas de modo sincero
Que tenho muito
Ainda
O que aprender


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A diferença entre eu e vocês é que eu sou louco. Sim! Ahn? Vocês também são? Não, mas eu sou mesmo. Eu não sei o que falo, digo, penso, ando, faço. Eu não sei viver; vocês sabem. Eu não tenho noção do que seja ou de que não existe Deus. Não sei. Como pode uma pessoa normal ou menos louca viver assim?!? Nada me completa, só os momentos são completos. Não sei definir meu prazer! Que louco! Esquizo...

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Depois da rebordosa, prova-se que cavalo sobe e desce escada!
Chega de ser xingado todos os dias!
A falta de vergonha na cara acabou
Assuma seu infeliz
Esta noite estou mais feliz.
Não, cinestésico!
Tu não acabará meu gás
Carente duma porra!
Chegou o momento: andar, andar, anda, anta, and, a...
Ah... O calor tá acabando comigo...
Chega essa época do ano e tudo foge do controle
É nessa época que escrevo mais, é o calor
Bole com a cabeça de qualquer tresloucado como eu
E esse alarde de afeto, que há tempos achei ter findado
Ressurge como se menino eu fosse. Isso é carência!
De ter tudo que não é possível, na hora mais inconveniente
Alguém volúvel como eu me daria um fim
..tético
...........falido
..................... deslumbrado
............................................animal
........................................................choramingas
.............................................................................caloso
Sobe essa escada e prove que não és um cavalo!

domingo, 18 de outubro de 2015

é horrível quando você se esvazia
tudo perde o sentido mesmo
deixa estar/levar
não existem pedras no sapato
nem aquele cara que queria te espancar por achar (e só achar mesmo porque eu não tava fazendo nada)
que tu tá dando em cima da garota dele
é foda
mas você permanece com o sorriso ponta-ponta
a vida poderia acabar ali
ali era o momento da morte, mas não sei o motivo d'eu não ter morrido
bastava ali que eu já tinha cumprido minha sentença
depois que esvazia, pra encher, irmão...
e você passa bastante tempo como se estivesse em estado vegetativo
Onde procurar mais?
Onde voar mais?
Onde sentir mais?
Ninguém sabe.
Mas é injusto você não poder morrer nesse momento
Se Deus existisse ele dava uma ajudinha nesse sentido.

sábado, 17 de outubro de 2015

find what you love and let it kill you
que conselho Buk!
Há duas noites passadas, que desembocou no dia de ontem
Nunca vi nada igual: uma pessoa queria ficar junto de mim
Sem qualquer intenção
E não era a bad, não
Mas a fisgada foi certeira
Foi mais intenso que o prazer da cama
E você pode me falar: isso dá em merda.
É mesmo!
But, find what you love and let it kill you.
Foi tanta coisa boa que me sinto vazio agora
Quando terei tamanho prazer novamente?
Talvez a sinceridade e os toques que ela me dava: lembraram um amigo que morreu
Mas ela ficou comigo até o fim, até muito depois da primeira aparição do sol
Os dois sem dormir: só se curtindo
Que louco
Mas mesmo assim não vou ligar, deixa o cell quietinho
As surpresas são melhores...

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Ela tentou
Mesmo depois de uma tremenda bebedeira
Ela colocou a boca lá
E parecia que o pó não surtia efeito negativo
A espada estava em prumo
Foram uma, duas, três, quatro...
A chapa caiu
Mas foi melhor ainda
Ela também nem ligou, continuou
Nada acontecia ou nada ela percebia
Só fazia bem o troço
A tristeza veio depois
a bad
Os dois estavam com medo de sair do quarto e ter um estripador depois da porta
...
Depois de algumas horas passou
E negócio é voltar à garrafa





quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Atributos do amor


Bem que não precisava ser assim
como o cigarro que cura a inflamação da garganta,
ou a bebida que cura a ressaca,
ou o cúmulo do vício.
Mas Chinaski soube bem caracterizar essa praga:
"O amor é bom pros que aguentam a sobrecarga psíquica. É como tentar carregar uma lata de lixo abarrotada nas costas, nadando contra a correnteza num rio de mijo
(...)
O amor é só uma forma de preconceito. Eu já tenho muitos outros preconceitos"

sábado, 26 de setembro de 2015

HÁ QUASE 10 ANOS

Cortei os pulsos, pensei que era amor
A ferida daqueles tempos dói tanto quanto um coice cortante
Mas ainda está em carne viva
Não respiro mais direito desde aqueles tempos
E não... não é o cigarro... rsrs... fiz vários exames
Nunca pensei que conseguiria sentir tanta dor por tanto tempo
Há sim prazer no desconforto
E o prazer de outros momentos são momentâneos
Cortei minha vida, pensei que era amor