Ela tentou
Mesmo depois de uma tremenda bebedeira
Ela colocou a boca lá
E parecia que o pó não surtia efeito negativo
A espada estava em prumo
Foram uma, duas, três, quatro...
A chapa caiu
Mas foi melhor ainda
Ela também nem ligou, continuou
Nada acontecia ou nada ela percebia
Só fazia bem o troço
A tristeza veio depois
a bad
Os dois estavam com medo de sair do quarto e ter um estripador depois da porta
...
Depois de algumas horas passou
E negócio é voltar à garrafa
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Atributos do amor
Bem que não precisava ser assim
como o cigarro que cura a inflamação da garganta,
ou a bebida que cura a ressaca,
ou o cúmulo do vício.
Mas Chinaski soube bem caracterizar essa praga:
"O amor é bom pros que aguentam a sobrecarga psíquica. É como tentar carregar uma lata de lixo abarrotada nas costas, nadando contra a correnteza num rio de mijo
(...)
O amor é só uma forma de preconceito. Eu já tenho muitos outros preconceitos"
Bem que não precisava ser assim
como o cigarro que cura a inflamação da garganta,
ou a bebida que cura a ressaca,
ou o cúmulo do vício.
Mas Chinaski soube bem caracterizar essa praga:
"O amor é bom pros que aguentam a sobrecarga psíquica. É como tentar carregar uma lata de lixo abarrotada nas costas, nadando contra a correnteza num rio de mijo
(...)
O amor é só uma forma de preconceito. Eu já tenho muitos outros preconceitos"
sábado, 26 de setembro de 2015
HÁ QUASE 10 ANOS
Cortei os pulsos, pensei que era amor
A ferida daqueles tempos dói tanto quanto um coice cortante
Mas ainda está em carne viva
Não respiro mais direito desde aqueles tempos
E não... não é o cigarro... rsrs... fiz vários exames
Nunca pensei que conseguiria sentir tanta dor por tanto tempo
Há sim prazer no desconforto
E o prazer de outros momentos são momentâneos
Cortei minha vida, pensei que era amor
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Ela desviava o olhar para tentar
disfarçar aquele sentimento
Eu tinha vergonha
Ela mudava a direção
Se dava de ombros
e a cada vez que um automóvel passava
Virava os pés a favor de mim
e a cada vez que um automóvel passava
Virava os pés a favor de mim
Depois contra mim
Mudava o olhar
Encontrava meus
olhos e eu pensava
"talvez,
talvez eu não seja feito para
isso"
Mesmo assim eu me
mantinha
Olhando sem olhar
Tinha a
oportunidade de me mergulhar nos olhos e,
não sei
Como os poetas e
diretores tentam tanto ilustrar
ver a alma de
alguém
Eu não acreditava
muito nisto
E me distraia nos
meus pensamentos
Sempre me foi mais
interessante pensar sobre mim mesmo
Refletir o que
sentia do que sentir
Prever o que
sentiria
E não me
surpreender ao final
Ou me deprimia por
não ter encontrado nada depois
Não era diferente
neste dia
E não havia nada
que remeteria que isso ia mudar
Talvez fiquei ali
Olhando para os
seus olhos sem olhar
E ela talvez acreditando
que eu o estava a fazer
Fracasso
Um beijo e volto a
realidade
Era o que desejava
quando voltei a ver
Mas já não havia
ninguém ali
Quanto tempo se
passara?
Eu costumava fazer
muito isso
Eu costumava fazer
muito isso
Eu costumava fazer
muito isso
Eu costumava fazer
muito iss..
A
merda da singularidade
Que
não é respeitada
Cada
ser com uma consciência que considera os preceitos básicos de sobrevivência
como um máximo
Todos
Iguais
Tentando
socializar, desenvolver, adaptar
E
mostrar a mesma impressão insegura
Tentam
se encaixar em um espaço que não lhes cabem
Como
um brinquedo de passar peças por orifícios de formas geométricas
E
se entretém com as tentativas mesmo ao vacilarem
Enquanto
eu
Me
divirto ou me deprimo
E
o único orifício que me interessa são suas bocas
Que
justificam o sentimento de deslocamento
Se
reencontrar e buscar valores que tem significado pra você
O
humano
O
limite
Classifica-nos
Um
punhado de estantes com prateleiras preenchidas por caixas decoradas
Vazias
Vou
pôr tudo em desordem
Depois
decidirei se não vale a pena montar um adega
Deixando-a
envelhecer
E
talvez
Me
terá algum valor no futuro
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Remind you NÃO!
Pra que?
Por que?
NÃO!
Mais fácil roubar uma arma de um policial
e fazer com que o tiro chegue ao único lugar necessário à ele: my head, baby
Só isso falta para a harmonia do universo se completar
Isso é o que falta de verdade para eu ter uma vida necessária, de verdade
Across the valley of the mirrors and the shadows. And NO! Never togheter with you!
Nada é necessário além disso
Nada é necessário para quem vive pela morte
Vida longa à morte!
Pra que?
Por que?
NÃO!
Mais fácil roubar uma arma de um policial
e fazer com que o tiro chegue ao único lugar necessário à ele: my head, baby
Só isso falta para a harmonia do universo se completar
Isso é o que falta de verdade para eu ter uma vida necessária, de verdade
Across the valley of the mirrors and the shadows. And NO! Never togheter with you!
Nada é necessário além disso
Nada é necessário para quem vive pela morte
Vida longa à morte!
domingo, 3 de maio de 2015
Eu sei que me observa
Sei também que não tenho nada de foda
Sei de tudo isso
Silêncio e sonhos são minha companhias internas infalíveis
Já viu uma mente silenciosa?
É a minha
Tudo se define pela cabeça de quem se coloca em situação
Tudo pra mim, então, é silêncio
Deixo que os sonhos falem só pra mim e que lá exista o paraíso do primeiro sonho
Procuro barulho por não ter nada a dizer e a pensar
Só silêncio
O frio tomou conta de mim; sou mais gelado que um croata (se é que essa analogia pode ser feita)
Mas eu sempre adorei o frio. Lembra?!
Lembra: França, francês, Europa, São Paulo?
Pois é, nada vai dizer o que sou, só o frio e o silêncio...
FALTA O QUÊ?
Como construir a vida se falta alguma coisa?
Como não a construí-la se sempre haverá carência?
Falta "um dia pra mim, para atingir a felicidade ou desejar morrer e nunca mais ter que sofrer"?
Difícil...
Melhor seria viver todos os dias bêbado
Afinal, nada vai adiantar
O amanhã é sempre uma nova oportunidade para que as coisas piorem ainda mais
Uma dia pra mim... uma vida pra mim... Acho que falta isso
E os olhos de espelho do passado hein?!
A moral, a virtude, a honra, o sexo? Hein?!
Cadê tudo? Cadê você?
A vida foi feita para não existir companhia
Nada meloso como antigamente, nem nada laborioso como por ora
Apenas prazer! De qual espécie seja, não importa
Prazer é a ordem do dia, é a ordem da vida
Mas o amor não é prazer?
É, sofrer é sim, mas existem outros que podem ser melhores que isso e que também causam sofrimento.
Prazer dobrado sem amor.
Como construir a vida se falta alguma coisa?
Como não a construí-la se sempre haverá carência?
Falta "um dia pra mim, para atingir a felicidade ou desejar morrer e nunca mais ter que sofrer"?
Difícil...
Melhor seria viver todos os dias bêbado
Afinal, nada vai adiantar
O amanhã é sempre uma nova oportunidade para que as coisas piorem ainda mais
Uma dia pra mim... uma vida pra mim... Acho que falta isso
E os olhos de espelho do passado hein?!
A moral, a virtude, a honra, o sexo? Hein?!
Cadê tudo? Cadê você?
A vida foi feita para não existir companhia
Nada meloso como antigamente, nem nada laborioso como por ora
Apenas prazer! De qual espécie seja, não importa
Prazer é a ordem do dia, é a ordem da vida
Mas o amor não é prazer?
É, sofrer é sim, mas existem outros que podem ser melhores que isso e que também causam sofrimento.
Prazer dobrado sem amor.
quinta-feira, 5 de março de 2015
sólido zé
Vez ou outra, trépido, cai em desalento
Confunde o meio dia com o terraço de casa
E vaga entre trilhas
pergunta se o relato que pensa já não foi dito antes
ou que talvez há de dizer logo
em breve
depois do próximo trêm
Não queria justificar suas escolhas
Nem tirar a venda de seus cumpadres
menos se aproveitar disto
Mas só se via ali
reparando na sombra das coisas imóveis, aguardando alguma surpresa
Toma um gole de ar
Outro de cachaça
outro de perdão
E volta para o alpendre
Confunde o meio dia com o terraço de casa
E vaga entre trilhas
pergunta se o relato que pensa já não foi dito antes
ou que talvez há de dizer logo
em breve
depois do próximo trêm
Não queria justificar suas escolhas
Nem tirar a venda de seus cumpadres
menos se aproveitar disto
Mas só se via ali
reparando na sombra das coisas imóveis, aguardando alguma surpresa
Toma um gole de ar
Outro de cachaça
outro de perdão
E volta para o alpendre
segunda-feira, 2 de março de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)