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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Agora quero descansar meus passos
descalçar as sandálias e sentir o pé no chão.
me pareço velho se nem homem inteiro sou...
mas por isso mesmo a pausa,

quero dá adeus a vil inocência
dessa doce adolescência
que nesse homem de consciência se tornou,

quero relembrar meus cantos,
enxugar meus prantos
que nesta minha vida marcou.

quero levar comigo amores
a muito gosto vividos
e outros pelo tempo perdidos,
mas que só boas lembranças ficou

terça-feira, 16 de julho de 2013

se tem limite pro sentir
quando teu partir
ou no teu sorrir
quem sabe preciso buscá-lo
mais uma necessidade boba
é natural, coreográfica, luminosa
afinal, tem gente que busca pedaços
eu, na felicidade, já encontrei ?
e que se faz quando se acha, se não aproveitar?
vou aprendendo a andar
com molejos diferentes
a quebrar curvas
a entortar retas
e me interessa, sabe, se não for de deus
ou se não pro teu bem, não.
escorre no teu peito
ou fluir nos teus pensamentos
nem que de penetra
pois vem que nesse céu, ou nesse rio sem dono
somos mais de dois e menos de um
mas só desejo teu bem
e que o carinho do mundo acolha teu sorriso
que tomou pra ele
pra deixá-lo mais banal, mais singelo, mais belo, mais sincero

domingo, 21 de abril de 2013

Putaria humano est

é quando aquela prepotência sai de você
e você sente mas não sabe o que falar
e mil lorotas mal formuladas fazem mais sentido que você
você, você, você... quer?
nada mais encanta
só desaforos, desabafos, uma mão de tapa... de vez em quando um carteado...
e a velha cana 
Morder - Sangria

Tô pouco demais amor
Só um dia, uma hora, um segundo...
Só isso e o chão é areia da praia
Sem fim, sem tu agora
Mas ainda que eu fale, meu bem...
História não define quem tu és
Quem nós somos,
Quantos fomos do frio ao orgasmo?
Digo que estou pequeno, mínimo, sonolento, sem memória
Sem discórdia!
Pois tua mão provou dos extremos
sensato/insano
E agora...?
Sem tu
É triste não discordar
Mas o amor engodou-se com pueris dilemas
Os que nunca pensávamos pensar
Reavivamos o amor sentido,
a alma corroída pelo excesso de viver
Pois tô pouco demais amor
também para envelhecer...

segunda-feira, 15 de abril de 2013


Eu não quero ser lembrado pela minha família
Não quero ser lembrado pelos meus pais ou meus filhos
Não desejo, sinceramente, lembranças minhas neste mundo
Quero deixar traços de mudança na mente e na alma
Quero participar de mutações gênicas naquele sol que governa esse universo
Quero viver nos multiversos e tocar músicas que lembre Deus
Quero pensar palavras que se tornarão eternas na mente de cada ser
Ambiciono o que dizem não existir
Pois ainda me recordo de visões
Tenho vontade de voltar àquilo que era antes
E ver paz no coração de cada um
Busco as origens da natureza primordial
Onde não existe caos
Onde começou tudo

E por isso, poderia dizer adeus hoje.
Mas não me ensinaram a tornar a realidade externa
Só venho aqui, através de tão curtas linhas
Expressar esse desacordo
Que traz sentido e quietude a meu espírito
E tremores e convulsões aos meus músculos
E descobrir onde foi
E mesmo com mãos tão imprecisas
Costurar esse caminho que tomamos
E retornar ao princípio

“A cada ocorrência menos agradável procuremos responder com os nossos mais altos recursos 
de entendimento, justificando o amigo que se transforma, desfazendo sem mágoa o 
emaranhado das trevas, removendo equívocos em pauta e  apoiando  o colega que se afasta, 
oferecendo-lhe a íntima certeza  com referência à continuidade de nossa estima. Tudo o que 
existe é peça da vida e se aqui ou além, a deficiência aparece, isso significa que a obra do bem, 
nessa ou naquela peça da vida está pedindo a nossa colaboração a fim de que lhe doemos o 
pedaço do bem,  que porventura ainda lhe falte”.

Chico Xavier.  Do livro  Mãos  dadas.
Editora IDE. Cap. 3 Pág 20.

domingo, 14 de abril de 2013


Busco consolo nas beiras de coberturas
Procuro a ternura de brisas ascendentes no vão do metrô
No parapeito do meu apartamento
Nas margens do espigão
Nos telhados alheios

Justifico minha reclusão desse mundo
Na existência de projeções aquém da maresia do teu sopro
Defloro minha realidade nos caminhos que evito
Proíbo que a monotonia envolva minha fantasia
Permito que a incerteza esteja no controle por instantes eternos

E vê-se lá àquele meu eu afundando novamente
Nas coisas complicadas e importantes
Buscando pela sua parte que falta
A falta que me cabe
A parte que me falta
Que caberia em você

Ajo como uma prisma defeituosa
Ruborizo o azul, o verde, o amarelo
Transformo violão em batuque
O samba em blues
Paixão em amor

E este pedaço de corpo já não me pertence
Já engoli algumas estrelas
Comi algumas luzes
Agora o concreto insiste em me largar
Em uma espécie de processo ante-erótico 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Desiludido do Mundo e as Capas do Fundo

Vos atrivo !
Os sentinelas do amor !
Eles estão perdidos.
Será que existe ?
Ouvi dizer que era hormônio
O ser desiludido àquele quem ?
Mas agora ?  Estaria errado ?
Só entende o que digo.
Aqueles que plantaram o trigo e colheram esse joio de merda.
E estes somos considerados loucos...

Prefiro cair e me afogar ao teu senho enxergar novamente.
Prefiro cair e me afogar ao teu senho enxergar novamente.

Ewerton Ricardo


Escutar Música

sexta-feira, 29 de março de 2013

Ensaios Sobre a Realidade



                                                                       texto I
                                  
                                                                   "O que é a mentira senão 
                                                         contos de uma outra realidade?
                                                        O que são os sonhos senão 
                                                        o dia-a-dia de nossas outras vidas?
                                                       O que são as palavras senão
                                                       as nossas ações em outras dimensões?
                                                      O que é afinal a realidade senão
                                                      uma caixa cheia de suas variações 
                                                      em que uma delas escolhemos viver? 

                                             Então vejamos, tudo o que vemos e imaginamos é realidade,
                                             independente de onde quer que se encontre o observador,
                                             posto que o observado é também o observador, 
                                            numa troca mútua de projeções."