Sou um nervo hipersensível sem pele,
que tudo sente e repele em sua mesma intensidade...
sou uma gota de orvalho que se forma pela força da umidade do ar
e que se evapora no calor do dia...
sou um minúsculo inseto que nasce e morre,
no tempo que leva um passeio na esquina...
sou a fumaça esvoaçante de um cigarro,
que se forma das folhas secas e defumadas,
que queimam e se perdem no ar...
sou cada letra destas palavras toscas,
que se escreve esse texto sem sentido...
sou cada bactéria que destrói o teu corpo
e te mata, te levando a ser o que sou...
sou esse ser invisível, volátil e denso,
que insiste em existir nas ideias deste escritor...
sou o sentimento e as ocasiões que lhe fazem...
eu sou o ser e a pretensão de não ser...
eu sou o que sou, eu sou você!
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